Lendo o livro da Vanessa, eu tenho pensado muito na minha propria vida, pensado em tudo o que eu tenho, o que eu deixo de ter, e na minha propria familia.Desde que eu sai de casa tudo tem sido baseado no "tenho, não tenho" as vezes me dou ao luxo de fazer um agrado ao meu marido, o que nem sempre é visto com bons olhos pelo mesmo, porem eu gosto, ate que tomei uma comida de rabo do mesmo e parei com isso, tudo bem eu fazia pelo fato de querer presentea-lo pois me faz bem, sem a intenção de receber de volta algo tão banal, pelo meu jeito de ver as coisas nos presenteamos aqueles que queremos bem.
Nesse Natal, corri, me apertei, mais por fim consegui comprar presente para meus pais, pro meu marido e pro meu filho, minha irmã foi a unica que ficou sem... mais eu mesma, já havia ganhado
algumas roupas da minha mãe naquele começo de mês e como no ano aterior não esperava mais nada dela, porem eu esperava ansiosamente o que ganharia naquele Natal, que seria o promeiro em qual estaria morando com meu marido, alem de ter tomado um chingo por ter ligado a ele lá pela meia-noite, ainda ouvi que tinha estragado com o Natal dele... Terminei minha noite de Natal me sentindo um lixo... Por menos que uma bala... Não ganhei nada nem um beijo...
O Ano-Novo? Mamãe decidiu viajar... Pensei " isso não vai prestar de maneira alguma", cedi as vontades do marido de passar o ano-novo na casa da avó dele (s2), naquele mesmo dia tinha recebido a noticia horrivel que o Marley estava pele e osso, passando mal e que provavelmente morreria... Alem de me acabar de stress no meu emprego ainda tenho que aguentar gente falando "é só um cachorro" e o descaso alheio, por fim, ouvi novamente que tinha estragado com o Fim de Ano dele pois obvio aconteceram tressentas coisas que não eram pra acontecer, brigas, desentendimentos, stress alheio, idiotices alheias... e por ai vai, terminei ligando pra minha mãe e falando " Eu sabia que a senhora tinha que ter ficado por aqui mãããe!".
Dizem que amar é perdor mais eu não concordo com isso, amar é ser trouxa, pois quando amamos, e sabemos que aquilo faz mal, que machuca, nós insistimos no erro e assim por diante, choramos e nós machucamos, ouvimos que as coisas vão mudar mais nada costuma acontecer só pra pior. Tudo o que você faz é ruim, e nada parece importar, quando fazemos é porque não fizemos, e quando não fazemos é porque simplismente somos porcas...
Acabei ficando tão cheia de coisas na cabeça que raramente tenho um tempo bom pra mim mesma, pra fazer oque eu tenho vontade de fazer, toda a liberdade que eu queria ter se foi como num passe de magica pois mesmo que digam que não faço absolutamente nada, as responsabilidades de cuidar de casa esta totalmente em cima das minhas costas, se lavar roupas for ter muitas responsabilidades em casa então sou uma dona de casa bitolada com os outros afazeres.
Tenho medo do amanha... é serio pois ao mesmo tempo que sei que tenho isso, aquilo outro é o mais incerto dwe tudo, e eu sei que o que mais quero é o mais incerto, que hoje se encontra em determinado local amanha pode não estar mais lá.
Havia a muito decidido que não aceitaria dinheiro dos meus pais mias, afinal eles pagam minha faculdade é isso já é uma quantia alta, quando eu não tenhu, eu não tenho e acabo, fico me lamutriando e coisa e tla por não poder ter isso ou aquilo outro mais a isso eu sobrevivo, não compro livros caros com medo da bronca que eu sempre tomo, não vou a lugares nos quais a muito tenho vontade de estar por falta de dinheiro e da boa vontade de alheios, muitos sonhos bons ficaram pra tras, e a escapatoria, que são meus livros eu quase não tenho mais pique para pega-los.
Sendo sincera, não vou dizer que minha vida era um mar de rosas na minha mãe, mais mesmo assim lá eu passava vontade de poucas coisas. Eu passo vontades agora ate de coisas idiotas...
E já perdi as contas das vezes que fui dormir chorando por pouca coisa que eu não tenho culpa.
Meu marido? Ele viaja, sai, se diverte, tem amigos... Eu, acho que nada disso é pra mim.
O pedir não existe, nem a palavra "descupa", as vezes sinto como um Zé ninguem... E as vontades de ter encontrado meu principe encantado foram todas para o espaço...
O amor de fato ele existe, mais para vive-los um acaba apagando o outro, no caso eu me apago pra que possa continuar a ter a quem eu quero do meu lado... E não é uma coisa feliz.
Agora a ultima vontade dele é que eu de um fim nas minhas gatas, não vou ceder... Elas são as unicas que sentem minha falta apos um dia sem me ver, que estão ao meu lado quando eu choro, ou quando eu chamo vem logo ao meu encontro, muitos dizem que gatos gostam da casa e não do dono, mais as minhas me amam.
Demorei um pouco para existir para a minha familia em si, demorei 20 anos para tal, depois que eu sai de casa se não ligo um dia que seja, minha mãe logo me cobra porque não dei sinais de vida e se tudo esta bem, normalmente quando ela sai logo me tras algo, mesmo que pequeno, e embora toda a historia dela ter me colocado pra fora de casa e talz, de dizer que não me amava e tal, no fundo ela me ama a seu modo e eu do meu.
Eu me chateio, eu me magoo muito facil, escondo ate a ultima coisas ruins, sou rancorosa mais só coloco pra fora quando tudo transborda, isso aqui que foi escrito foi o que transbordou.
Tenho de fato muito carrinho pelas pessoas ao meu redor, mesmo que eu seja destranbelhada e meia idiota, me apego muito facil e penso que o mundo vai cair se alguem diz que não gosta de mim...
Vou trabalhar, já estou ate atrasada, ainda vou comer antes de subir praquele inferno.
='(
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